Mais sobre o JavaOne 2008

27 Maio, 2008 by Luiz Faias Jr

Como o André já disse no post anterior, esta foi a nossa primeira vez no JavaOne. E com certeza estaremos lá na próxima vez (Moscone Center … 6-9 Junho de 2009).

A organização do evento é perfeita. É tanta gente circulando entre os corredores que não dá pra ter idéia de um evento de tecnologia semelhante no Brasil.

As salas estão sempre cheias e com filas gigantes pra quem não se inscreveu anteriormente. A sala da General Session então não se compara com nossos “centros de exposições”. Os projetores têm uma qualidade impressionante e o som também é excelente.

Tenho que admitir que me decepcionei com algumas palestras que assisti, pensando que o conteúdo seria diferente ou quando os palestrantes estavam muito nervosos e não conseguiam falar. Mas em compensação algumas foram fantásticas como as do Neal Ford (sobre JRuby e Groovy) e do Burk Hufnagel sobre UX (User Experience).

Quinta-feira foi um dia bom pelas festas e contato com os brasileiros que estavam lá. Um abraço pra todos.

Abaixo estão mais algumas fotos que tiramos durante o JavaOne e visitando San Francisco.

A entrada do evento:

Lugar para jogar PS3 e XBox:

Entrada onde pegamos os crachás (de estudante):

Almoço do André no primeiro dia (nota-se pela Pepsi DIET):

Rod e Felipe (UOL) e eu no Hooters após o primeiro dia:

Vista de San Francisco do nosso hotel (36º andar):

O famoso cable car de San Francisco…

..que ia até o Fisherman’s Wharf…

…onde fomos almoçar no primeiro dia (restaurante Crab House):

Todas as fotos podem ser vistas no meu álbum sobre o JavaOne 2008. Abraço.

JavaOne 2008

22 Maio, 2008 by andrefaria

Este foi o primeiro ano que fomos ao JavaOne, chegamos à San Francisco na Segunda Feira, 5 de maio, saindo de São Paulo (GRU) e indo até Dallas (DFW) para depois seguir a San Francisco (SFO).
Na segunda-feira aproveitamos para conhecer um pouco da cidade, fomos ao Fishermans Wharf, Pier 39 e andamos de cable-car.

Na terça-feira, primeiro dia do evento, fomos ao Moscone Center onde acontece o JavaOne e fizemos nossa inscrição, então fomos a General Session onde Rich Green nos apresentou o tema do JavaOne :“Java + You”, que destacava o quanto cada vez mais estamos interagindo com Java no dia-a-dia, então, foram apresentados diversos números que comprovavam o quando Java é hoje utilizado nos mais diversos dispositivos. Várias novidades da plataforma foram apresentadas e em seguida fomos assistir às palestras que havíamos nos inscrito.

Um mês antes do evento, é disponibilizada uma aplicação web que permite que os participantes do evento escolham as palestras que desejam participar, então você constrói sua agenda. Para entrar nas salas das palestras, sempre existem duas filas uma para as pessoas pré-inscritas, e outras para as pessoas não inscritas.

Assisti a palestra de Joshua Bloch do Google que tratava sobre seu livro Effective Java, que nos ensina como programar de maneira mais efetiva, a palestra foi muito boa, umas das melhores que assisti, em seguida fui ver Rod Johnson da SpringSource falar sobre o que há de novo no SpringFramework 2.5, depois Jon Ferraiolo que apresentou como Construir Mashups segundos com OpenAjax e por último fui ver Neal Ford da ThoughtWorks falar sobre técnicas avançadas de debugging. Creio que fiz boas escolhas, valeu muito a Pena! Depois de tanto Java, fomos no Hooters tomar umas…
O segundo dia do evento foi aberto com uma General Session da Oracle, em seguida assisti apresentações sobre Closures, por Neal Gafter, Profiling, por Gregg Sporar e Jaroslav Bachorik, Open Social por Bem Galbraith do Google e JSR 303 (Hibernate Validator) por Emmanuel Bernard da JBoss, pra finalizar um belo Double Chesse Burguer do Dennis.

O penúltimo dia do evento foi aberto com uma General Session da Intel, em seguida assisti a apresentações sobre Groovy, Regression Tests, OSGi, JSF e Ruby, depois fomos a a festa da JBoss, com chope e comida a vontade, depois no show do Smash Mounth e finalmente da QCon Party e mais chope a vontade…

No Último dia assistimos a General Session de James Gosling que apresentou diversas novidades inacreditáveis que estão sendo desenvolvidas com Java, em seguida Design de GUIs, LinkedIn Architecture, Heap Dump Analysis, RIA, Flex, WPF e JavaFX.

Terminado o JavaOne fomos conferir a Golden Gate, Napa Valley, 17 Miles Drive, Santa Monica, Santa Barbara, Los Angeles, Getty Center, Laguna Beach, Newport Beach, Long Beach, Hollywood, Anaheim, Las Vegas e Miami Beach. Incrível!

Concluindo, acho que foi uma experiência maravilhosa aprendi muito lá, trouxe muita informação valiosa, recomendo mesmo, e sem dúvida ano que vem estarei lá novamente, espero te encontrar lá!
Todas as general sessions podem se vistas gratuitamente aqui (http://java.sun.com/javaone/sf/sessions/general). Creio que em breve serão disponibilizadas todas as outras apresentações.

Mais informações sobre o JavaOne 2008 no blog do JavaBahia, no Blog do Givanildo do SEJUG , no ZonaJ, e claro, no site oficial do evento .

Por fim, quero deixar aqui meu agradecimento à Bluesoft que me deu todo o apoio para que pudesse participar do evento e me oferece um excelente ambiente de trabalho, deixo um grande abraço para o Junião que também esteve lá, a todos os que participaram do JavaOne, a todos com que conversei, aos palestrantes, aos congressistas, de modo especial ao pessoal da UOL, Rod, Felipe, ao Pessoal da Globo.com, da Global Code, do SouJava, DF JUG, Java Bahia, SE JUG e todos os outros Grupos de Usuários Java do Brasil.

Fotos JavaOne 2008

Abraço,
André Faria

Palestras gratuitas de filosofia

2 Abril, 2008 by Luiz Faias Jr

 

 

ASSOCIAÇÃO FILOSÓFICA NOVA ACRÓPOLE DE SÃO BERNARDO DO CAMPO, uma instituição humanística sem finalidade lucrativa, vem convidá-lo a participar gratuitamente das nossas palestras com os seguintes temas e datas:


* COMO SER ALGUEM MELHOR PELA FILOSOFIA - 23/04/2008

- A problemática do mundo atual e como vivenciar um ideal de vida.

- Quem somos? De onde viemos? Qual o sentido da vida? Para onde vamos? Como a filosofia pode nos ajudar a solucionar nossas problemáticas?

Das 20:01 hs às 21:00 hs.

* A ARTE DA CONVIVÊNCIA - 26/04/2008

- Descobrindo as razões das dificuldades que temos em conviver.

- A convivência como caminho para nossa auto-realização.

- Como melhorar a convivência na família e no mundo?

Das 16:01 hs às 17:00 hs.


* ADMINISTRAÇÃO DO TEMPO - 30/04/2008

- O que é o tempo e como administrá-lo?

- Técnicas para melhor organizar a sua vida e economizar tempo.

- Por que nunca temos tempo?

Das 20:01 hs às 21:00 hs.


A realizarem-se em nossa sede na Rua Pedro Setti, 340 Vila Olga - São Bernardo do Campo - SP Fone 34127611E-mail: saobernardo@nova-acropole.org.brSite: http://www.nova-acropole.org.brAtrás do terminal de Ônibus Ferrazópolis, à uma quadra da FIA Faculdade Interamericana. Não é necessário inscrição prévia e pode levar acompanhantes.

Palestras gratuitas filosofia

17 Março, 2008 by Luiz Faias Jr

 

 

ASSOCIAÇÃO FILOSÓFICA NOVA ACRÓPOLE DE SÃO BERNARDO DO CAMPO, uma instituição humanística sem finalidade lucrativa, vem convidá-lo a participar gratuitamente das nossas palestras com os seguintes temas e datas:


* COMO SER ALGUEM MELHOR PELA FILOSOFIA - 19/03/2008

- A problemática do mundo atual e como vivenciar um ideal de vida.

- Quem somos? De onde viemos? Qual o sentido da vida? Para onde vamos? Como a filosofia pode nos ajudar a solucionar nossas problemáticas?

Das 20:01 hs às 21:00 hs.

* COMO NÃO SE CONSTRUIRAM AS PIRÂMIDES - 26/03/2008

- As pirâmides e seus enigmas.

- Quem as construiu? Qual a sua finalidade? O que escondem seus construtores?

Das 20:01 hs às 21:00 hs.


* A ARTE DE AMAR - 28/03/2008

- O que é o amor e como desenvolvê-lo.

- Existe diferença entre amor e paixão?

Das 20:01 hs às 21:00 hs.


* A BUSCA DA JUVENTUDE INTERIOR - 29/03/2008

- Como resgatar o entusiasmo pela vida, e tornar-se eternamente jovem.

- A visão da juventude segundo à filosofia clássica.

Das 16:01 às 17:00 hs.


A realizarem-se em nossa sede na Rua Pedro Setti, 340 Vila Olga - São Bernardo do Campo - SP Fone 34127611

E-mail: saobernardo@nova-acropole.org.br

Site: http://www.nova-acropole.org.br

Atrás do terminal de Ônibus Ferrazópolis, à uma quadra da FIA Faculdade Interamericana. Não é necessário inscrição prévia e pode levar acompanhantes.

SimpleJPA - JPA para Amazon SimpleDB

2 Março, 2008 by andrefaria

O SimpleJPA é uma implementação do Java Persistence API (JPA) para o Amazon’s SimpleDB, em outras palavras, um framework de mapeamento objeto relacional para o banco de dados online da amazon.com. O SimpleDB é um banco de dados online da amazon.com que promete ser escalável, rápido, confiável, e barato. O serviço pode ser contratado através do site da amazon, e é cobrado por transferência e armazenamento, são alguns centavos de dolar por gbyte.

jQuery - Escreva menos. Faça Mais.

1 Março, 2008 by andrefaria

jQuery Nos últimos meses tem se falado muito em frameworks Ajax e JavaScript. A nova onda de iteratividade que chegou com a web 2.0 trouxe a necessidade de aplicações mais dinâmicas, e o JQuery é uma excelente ferramenta para apoiar no desenvolvimento de aplicações que atendam a essa nova demanda.

O jQuery é uma biblioteca JavaScript de código aberto que simplifica a interação entre o HTML e o JavaScript, possui uma excelente comunidade, centenas de posts diários em fóruns de discussão, uma grande diversidade de plugins e extensões, funciona nos principais browser da atualidade e o mais incrível é que possui apenas 20Kb.

Possui uma sintaxe extremamente simples com a finalidade de encontrar elementos em uma página HTML e permitir que se faça algo com eles. Observe o código HTML abaixo:

<div id=”principal”>
<div id = “menu”>
<ul>
<li>Quem Somos</p>
<li>Fale Conosco</p>
</ul>
</div>
</div>

Para selecionar um ou mais objetos utiliza-se a função $(), por exemplo para selecionar todos os elementos DIV basta que se utilize a seguinte sintaxe: $(‘div’).

Depois de selecionar um ou mais objetos, pode se executar operações com eles, por exemplo, para se alterar a cor de fundo dos elementos DIV, utiliza-se: $(‘div’) .css(‘background’,’blue’)

Para selecionar um elemento pelo ID utiliza-se o caractere # seguido do ID, por exemplo: ${‘ #menu’}, selecionaria o DIV com ID igual a menu.

Para selecionar todos os elementos LI dentro do DIV menu, utiliza-se: $(‘div.contents li’).

Seria impossível em um simples post como este, apresentar todos as funcionalidade de uma ferramenta tão poderosa como o JQuery, mas, espero ter despertado seu interesse em obter mais informações a respeito. O site oficial do jQuery apresenta uma excelente documentação, além de tutoriais e exemplos práticos.

Aprenda HTML Brincando

12 Janeiro, 2008 by andrefaria

No Site htmlplayground.com você aprende html e css através de exemplos, existe uma barra na lateral esquerda com todas as possíveis tags html, clicando em uma delas são apresentados exemplos de utilização, e lhe é permitido alterar e adicionar atributos as tags e observar os resultados.

API para Geração de Gráficos

29 Dezembro, 2007 by andrefaria

GráficoTrabalhando na definição de uma API padrão para criação de gráficos para os sistemas da Bluesoft, realizei um levantamento de algumas soluções gratuitas e gostaria de compartilhar os resultados com todos. Lendo esse, esse e esse artigo, encontrei várias opções das quais considerei as seguintes:

Google Charts: Para utilizar o Google Charts para geração de gráficos, não é necessário instalar nenhum arquivo, biblioteca ou API, basta criar um URL com os dados do gráfico para que ele seja gerado e armazenado nos servidores no google. Existe um limite diário de requisições que o google determina por domínio, atualmente são 50.000. Caso este limite seja excedido o serviço ficará indisponível temporáriamente, caso aconteça novamente seu acesso ao serviço será bloqueado. Tem boa documentação.

JFree Charts: Com JFreeCharts gráficos são gerados em código java e pode gerar uma imagem png ou jpg para ser visualizada na camada web. Apresenta uma vasta gama de opções de tipos de gráficos. Pode ser apresentado em aplicativos swing, web, impresso em pdf… Muito completo.

Fusion Charts Free: Os gráficos são gerados em formato swf (flash) a partir de um arquivo xml. A API permite utilização gratuita inclusive para fins comerciais. Possúi uma ótima documentação. Também possúi uma vasta gama de tipos de gráficos e seu principal atrativo é a interatividade que as animações dos gráficos proporcionam.

Open Flash Charts: Os gráficos são construidos a partir de um arquivo texto que podem ser gerado dinamicamente. A documentação não é muito rica, 90% dos exemplos apresentados são em linguagem PHP, porém, existe a possibilidade de se gerar os gráficos com auxilio de qualquer linguagem. Não possui tantos tipos de gráfico como o Fusion Charts e o JFree Charts, porém, seus efeitos ao passar o mouse ou clicar sobre gráfico são impressionantes.

XML/SWF Charts: Pode ser utilizado gratuitamente ou comprado, se utilizado gratuitamente todos os links dos gráficos direcionarão o usuário para o site da API o que pode não ser interessante para uso comercial.

Estamos em dúvida entre o JFree Charts e o FusionChartsFree que são muito completos e atendem a todas as nossas necessidades. A vantagem do JFreeCharts é facilidade para utilização em impressão de arquivos PDF, o que seria um pouco mais complicado (ou impossível, rs) com o FusionCharts que utiliza tecnologia flash.Utilizamos arquivos PDF para geração de relatórios, porém para tal estamos pesquisando também ferramentas específicas para isso como o Eclipse BIRT e o JasperReports o que talvez viabilize o uso do FusionCharts em páginas HTML, mas isso já é assunto para o próximo post…

JAX-WS com Java 6 e JBoss

20 Dezembro, 2007 by andrefaria

Desenvolvendo um EJB que recebe informações através de web-servies utilizando jboss application service e jboss web services com Java 6, obtinha constante a exception “java.lang.UnsupportedOperationException: setProperty must be overridden by all subclasses of SOAPMessage at javax.xml.soap.SOAPMessage.setProperty(SOAPMessage.java:424)”, depois de pesquisar encontrei aqui e aqui, a causa do problema que é a implementação da JBoss do JAX-WS, algumas das soluções sugeridas não funcionaram com JBoss AS 4.2.2, o que efetivamente resolveu o problema foi criar um diretório chamado endorsed dentro da pasta lib da JRE e incluir as libs “jboss-jaxrpc.jar” e “jboss-saaj.jar”, o que faz com estas bibliotecas sejam carregadas antes das inseridas na JDK.

Especialistas alertam para importância de testes de software

17 Dezembro, 2007 by wellmarion

Fonte: ComputerWorld, com tradução da CIO Magazine

Três anos atrás, o Station Casinos idealizou uma ótima promoção para atrair clientes: oferecer 25 dólares de jogo gratuito em máquinas caça-níqueis a partir de seus cartões de fidelidade eletrônicos. Funcionou como mágica, apostadores afluíram ao cassino em bandos. Era para ser uma boa estratégia de negócios.

Porém, em uma sexta-feira, logo depois de iniciada a promoção, quando os jogadores inseriram seus cartões nas máquinas, nada aconteceu. O grande número de pessoas tentando acessá-las ? ao mesmo tempo em que o departamento de contabilidade rodava diversas aplicações financeiras ? travou os servidores que armazenavam toda a informação promocional. Irados, jogadores atiraram seus cartões de fidelidade no chão e iniciaram um tumulto. Uma reação nada boa.

A origem do problema? Teste. Marshall Andrew, vice-presidente de tecnologia da informação e CIO do Station Casinos, diz que a empresa não previu uma resposta tão esmagadora à promoção. Portanto, a área de TI não testou o sistema para volumes de atividade tão grandes e, certamente, não enquanto outros programas estavam em funcionamento.

Não só o cassino deixou de ganhar dinheiro naquela sexta-feira, como desagradou clientes e precisou fazer outra campanha para se desculpar. Assim, a empresa convidou alguns clientes a voltar em outro fim de semana oferecendo, dessa vez, 50 dólares de jogo gratuito.

Moral da história: testar é essencial para desenvolver software de alta qualidade e garantir a tranqüilidade das operações financeiras. Não pode haver descuido, já que as conseqüências são terríveis. Negócios, e até mesmo vidas, correm risco quando uma organização não é capaz de testar software em busca de bugs e gargalos de performance adequadamente ou determinar se o programa satisfaz requisitos de negócio ou necessidades de usuários finais.

“O importante, quando você implanta um sistema, é assegurar que ele funcione”, observa Andrew, que fez mudanças significativas em sua organização de teste (conhecida como quality assurance, ou QA) desde então. Primeiro, ele mudou o próprio processo de teste. Antes, os desenvolvedores tinham muita liberdade para alterar código enquanto este estava sendo testado para manter o projeto avançando. Agora, há controles rígidos sobre o acesso dos desenvolvedores a código de teste.

Para preservar a sinceridade, Andrew fez com que o especialista em QA começasse a reportar ao grupo de analistas de negócio ao invés de ao grupo de desenvolvimento, cujo trabalho estava sendo avaliado. Em seguida, contratou mais especialista em QA ?com treinamento em negócio ? e envolveu-os no processo de desenvolvimento mais cedo, quando analistas de negócio estão criando documentos sobre requisitos, para que possam, então, desenvolver scripts de teste baseados em especificações de negócio bem no início do processo.

A lista a seguir, com melhores práticas para avaliar software e administrar uma organização de testes, foi compilada de entrevistas com empresas que têm demandas e padrões de teste rigorosos. Estas dicas vão além do mantra “testar no início e com freqüência”, aprimorando não só a capacidade de teste da organização de TI, mas também a qualidade do software que é liberado.

1.) Respeite seus testadores. Em muitas empresas, o teste é visto como um serviço elementar e, como resultado, nem sempre bem feito. Recrute profissionais detalhistas, metódicos e pacientes. Procure pessoas que também saibam codificar. Seus desenvolvedores vão respeitá-las mais e elas podem codificar algumas de suas próprias ferramentas de teste. “Se a organização de desenvolvimento e a de garantia de qualidade não se respeitarem, não poderemos atingir nossas metas de alto nível de qualidade”, diz David Pride, vice-presidente da eBay encarregado de QA.

2.) Reúna no mesmo local testadores e desenvolvedores. Juntar desenvolvedores e testadores é um grande passo para aprimorar a comunicação entre dois grupos que, com freqüência, batem cabeça (afinal, testadores são pagos para descobrir falhas no trabalho dos desenvolvedores). A proximidade física “facilita as nuances do teste”, que são mais bem transmitidas através da interação pessoal do que por e-mail ou uma ferramenta de workflow de desenvolvimento de aplicação, acredita Pride.

3.) Monte uma estrutura de hierarquia independente. A função de teste não deve reportar a nenhum grupo que é avaliado por cumprir prazos ou manter baixos os custos de um projeto, segundo John Novak, vice-presidente sênior da cadeia de hotéis La Quinta. Fazer os testadores reportarem ao grupo de desenvolvimento é a pior opção de todas, alerta. Se os desenvolvedores estiverem atrasados ou tiverem dificuldade com código, ficarão tentados a deixar os testadores de lado. Novak tem testadores que reportam diretamente a ele. No Station Casinos, o time de teste reporta ao grupo de analistas de negócio de Andrew, para fomentar a comunicação e envolver testadores no ciclo de desenvolvimento desde o início.

4.) Dedique testadores a sistemas específicos. Na Barnes & Noble, um grupo de testadores enfoca sistemas de armazenamento, enquanto outros abordam sistemas financeiros e a base de dados que controla o estoque. Chris Troia, CIO da rede de livrarias, acredita que dedicar os testadores a um conjunto de sistemas aumenta seu entendimento de como estes devem funcionar e lhes dá expertise para identificar problemas que talvez não apareçam em um documento de teste formal. A eBay adota a mesma abordagem, mas vai além. A empresa conta com três grupos de teste distintos: um para funcionalidades do site, um para pagamentos e um para aplicações de data warehousing.

5.) Proporcione treinamento em negócio. Andrew, do Station Casinos, faz membros de seu departamento de teste trabalhar na recepção, no salão do cassino e em diferentes departamentos corporativos para aprender o jargão e entender melhor o sistema que estão testando. (A maior parte de sua equipe de TI de 125 pessoas nunca havia feito uma aposta em um cassino antes de entrar para a empresa.)

6.) Permita que usuários da área de negócio também testem. A maior parte do teste envolve exercitar sistemas e mexer com código, ou seja, trabalho técnico, e TI pode ficar tentada a deixar de fora usuários de negócio. É um erro. “Na La Quinta há sempre testadores vindo da comunidade de negócio”, observa Novak, para assegurar que os sistemas que TI está desenvolvendo sigam as especificações.

Para algumas aplicações, em especial as utilizadas em hospitais, fazer usuários testá-las é uma questão de vida ou morte. “O pessoal de tecnologia só vai até certo ponto”, diz Patricia Skarulis, vice-presidente de sistemas de informação e CIO do Memorial Sloan-Kettering Cancer Center. “Precisamos que os usuários se envolvam na avaliação das aplicações.”

7.) Envolva operações de rede. Nate Hayward, vice-presidente e diretor de gestão de qualidade da HomeBanc Mortgage, conta que, durante o teste, o grupo de operações de rede da empresa utiliza software (ServerVantage, da Compuware) para monitorar problemas de performance de servidores que poderiam advir do modo como o hardware ou o software são configurados. Envolver os especialistas de operações de rede nos testes também lhes dá a chance de ensaiar uma implementação antes que um sistema entre em produção, garantindo que a implementação real transcorrerá sem sobressaltos.

8.) Crie um laboratório que reproduza seu ambiente de negócio. Quatro anos atrás, o Station Casinos montou um laboratório de testes caro, semelhante a um mini-cassino, com máquinas caça-níqueis, terminais de ponto de venda e quiosques baseados na Web simulando os ambientes de computação das 13 propriedades da organização. Noventa por cento das aplicações que a empresa utiliza, incluindo aquelas baseadas em tecnologia sem fio, estão reproduzidas no laboratório. Para as 10% restantes - grandes ou complexas demais para terem uma réplica exata - Andrew criou um subconjunto mais enxuto com o objetivo de prever como vão se sair quando estiverem plenamente implementadas.

Se necessário, Andrew pede ajuda. Na implementação de sistema mais recente, ele recorreu aos laboratórios de teste da Microsoft para rodar modelos de simulação.

9.) Desenvolva testes durante a fase de requisitos. As empresas, normalmente, esperavam para fazer testes após a definição de requisitos e o início ou o fim da codificação. Uma escola de pensamento cada vez mais difundida diz que é possível testar com eficácia mesmo que os requisitos não tenham sido desenvolvidos totalmente. Fãs da “programação ágil” acreditam que se deve testar continuamente, do início ao fim do projeto.

10.) Teste o velho com o novo. A eBay usa uma ferramenta de análise estatística desenvolvida internamente para comparar defeitos descobertos por testadores no código que foi testado durante um ciclo de teste específico. A meta é garantir que software avaliado antes continue funcionando adequadamente quando novos recursos são acrescentados. Pride, o vice-presidente encarregado de QA, conta que a ferramenta de análise estatística detecta onde os testadores precisam acrescentar casos de teste ao projeto corrente e também ajuda a determinar a eficácia geral de testes de regressão atuais para futuros projetos de software. A eBay tem de refinar os testes continuamente porque alguns projetos novos podem conter a mesma funcionalidade de iniciativas anteriores.

11.) Aplique particionamento de classe de equivalência. “Trata-se de uma técnica matemática que os testadores podem usar para identificar requisitos funcionais adicionais que analistas e usuários da área de negócio talvez não tenham observado ou comunicado”, explica Magdy Hanna, chairman e CEO do International Institute for Software Testing. De acordo com a executiva, o particionamento de classe de equivalência dá aos testadores uma visão clara do número de casos de teste que precisam executar para exercitar adequadamente todos os requisitos funcionais de um sistema. A técnica permite, por exemplo, que o grupo de Pride determine todas as maneiras com que os 157 milhões de usuários da eBay podem usar sua plataforma de leilão online. O que é um belo cartão de visitas.