Pronto! Software livre para gestão de projetos Scrum

30 Junho, 2009 by Luiz Faias Jr

pronto_logo

Está no ar o site do Pronto! – software livre que desenvolvemos para gestão de projetos que utilizam o método Scrum.

Nele é possível definir papéis para os usuários como Product Owner, Scrum Master, Desenvolvedor, Testador e Suporte.

Há um kanban online para acompanhamento do status do projeto, e um gráfico de burndown que mostra a velocidade da equipe.

Kanban

Este é o software que passamos a utilizar na empresa em substituição ao Trac da Edgewall que nos serviu muito bem durante dois anos.

No site dá pra ver alguns screenshots, fazer o download do projeto e até acessar uma demonstração online do produto.

Espero que seja útil para aqueles que estão começando com Scrum e precisam de uma ferramenta para gestão.

Fiquem à vontade para nos enviar sugestões de melhorias, críticas ou elogios ao projeto!

Scrum: quem são os porcos e as galinhas?

15 Maio, 2009 by Luiz Faias Jr

Após escrevermos sobre as regras da reunião diária do Scrum surgiu uma dúvida do Daniel Gazeta sobre quem seriam os “porcos” e as “galinhas” no contexto da reunião.

O Rodrigo Yoshima também havia nos avisado que para alguém que não conhece Scrum seria muito engraçado encontrar estes termos no meio de tantas regras sérias.

Existe uma tirinha criada pelo site implementingscrum.com (e traduzida pelo Leonardo Dantas) que explica a origem dos termos:

Explicando:

Porcos são todos aqueles que estão comprometidos com os objetivos da iteração e do projeto como um todo. Eles são o Product Owner, o Scrum Master e a equipe. São eles quem definem o sucesso da implantação e continuidade do Scrum em uma empresa.

Já as galinhas são aqueles envolvidos, que não estão necessariamente dispostos a “entregar sua vida” pelo projeto. Ok, um pouco de exagero, mas foi só pra explicar a grande diferença entre os papéis. São todas as demais pessoas que não estão no dia-a-dia do projeto, incluindo usuários, gerentes, etc.

Alguém pode perguntar: “Posso ser porco e galinha ao mesmo tempo?”

A resposta é… NÃO, você não pode! Ou você quer que as coisas dêem certo ou você não está ligando muito para o resultado. Em um time não queremos alguém que só apareça de vez em quando, queremos alguém com espírito de equipe!

Referências:

http://www.implementingscrum.com/2006/09/11/the-classic-story-of-the-pig-and-chicken/

http://recortis.dowedo-it.com/index.php/archives/2007/09/28/scrum-referencias-uteis/

http://www.infoq.com/br/news/2009/05/chickens-in-daily-scrum

Palestra no evento Porto Alegre Agile Weekend

11 Abril, 2009 by Luiz Faias Jr

Nos dias 25 e 26/04 estaremos presentes no evento “Porto Alegre Agile Weekend” que será realizado pelo Grupo de Usuários de Metodologias Ágeis do Rio Grande do Sul, juntamente com o SPIN-POA.

Minha palestra acontecerá no domingo, às 11:00. Falarei um pouco sobre a forma de aplicação e a evolução do Scrum dentro da Bluesoft, além de mostrar um pouco do nosso ambiente de trabalho.

Grandes nomes do desenvolvimento ágil no Brasil estarão por lá, como Adail Retamal da Heptagon, Daniel Wildt, Flávio Steffens, o trio da Sea Tecnologia (Alexandre Gomes, Bruno Pedroso e Renato Willi) e tantos outros.

Espero vocês lá!

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Livro: Getting Real (2 cópias para venda)

1 Abril, 2009 by Luiz Faias Jr
Capa do livro Getting Real

Capa do livro

Nos próximos dias pretendo publicar um review do livro “Getting Real” que mudou minha visão de alguns conceitos na criação de uma empresa de desenvolvimento de software de sucesso.

Este livro é uma criação da empresa 37signals e já foi traduzido para diversos idiomas, inclusive o português pela equipe liderada pelo Fabio Akita. Além da versão gratuita online estão disponíveis as versões em PDF ($19) e impressa ($29).

Apesar de ser um pouco mais cara devido ao frete a versão impressa em inglês é ótima para consultas e também um excelente presente.

Estamos disponibilizando duas unidades por R$ 80,00 cada. Aqueles que tiverem interesse favor enviar um comentário.

obs: lembrando que o livro é original e NÃO está traduzido para o português.

obs2: não é brincadeira de 1º de abril =)

QCon Londres 2009: sexta-feira (último dia)

29 Março, 2009 by Luiz Faias Jr

Escolhi o último dia para ser o voluntário da trilha “Arquitetura para o arquiteto”, portanto assisti todas as palestras do auditório principal.

O dia começou com Dan North da ThoughtWorks, que era o host da trilha, apresentando a si mesmo para a primeira palestra entitulada “Pimp my architecture”.

Dan Norh em sua palestra Pimp my architecture

Dan Norh em sua palestra "Pimp my architecture"

Ele comentou um pouco sobre as qualidades de um bom arquiteto em uma equipe como sua habilidade de ser um coach por possuir influência sobre os demais.

Sugeriu “ouvir sempre” antes de falar pois caso você esteja certo continuará certo no momento que a pessoa terminar e se estiver errado terá sido salvo de uma situação contrangedora.

Também disse que sua função principal é tentar tornar os outros membros da equipe excelentes profissionais para que ele se torne cada vez mais desnecessári (e brincou que neste momento pode palestrar em congressos).

Outra sugestão interessante é ter um “shaman” na equipe, que é alguém que pode sempre lembrar os demais de como a arquitetura costumava ser e o quanto melhoramos.

Quanto à parte técnica mencionou o projeto Apache Ivy, que segundo sua opinião, gerencia melhor que o maven as depenências do projeto.

Às 10:45 foi a vez de Stefan Tilkov apresentar “Pensamentos na comparação entre genérico vs. específico” onde apresentou as diferentes fases da evolução de um arquiteto. Citou uma frase interessante: “alguns programadores, quando lidam com um problema tendem a tentar uma solução genérica… agora ficaram com dois problemas”.

Existem diversas considerações quando se trata de criar uma solução genérica ou específica. Quando se cria algo específico as pessoas que chegarem depois terão algo a mais para aprender para se tornarem parte da equipe. Outros fatores são o custo inicial, a performance do desenvolvimento, a performance em produção e o conhecimento necessários para a criação da solução específica.

Em todos os casos onde é necessária a decisão entre o genérico e o específico a resposta do “arquiteto sábio” é: depende.

Stefan Tilkov

Stefan Tilkov

Após o almoço foi a vez de Eric Evans apresentar “Strategic Design”. Foi uma excelente palestra sobre o capítulo 4 de seu livro que explica por onde começar em um projeto ou na melhoria de um projeto existente.

Brincou dizendo que a velocidade da equipe está relacionada com a velocidade do segundo pior programador pois todos sabem quem é o pior e acabam não passando nada pra ele.

Depois explicou o que é “destilar o domínio” em 3 partes. A primeira engloba os domínio genéricos que fazem parte da maioria dos sistemas como contabilidade e financeiro. Há também o subdomínios de suporte, que são importantes mas não são o principal. E o mais importante é o “core domain” que é realmente o que define a estratégia da empresa. É aquilo que faz valer a pena no desenvolvimento de um software.

Em seguida explicou o que é um contexto dentro de um aplicativo e disse achar incorreto criar apenas um modelo para todo o projeto. Dentro de cada contexto existe um modelo específico e dentro deste contexto não deve haver duplicidade. Porém é inevitável que não haja alguma duplicidade em sistemas enterprise pois a complexidade é muito maior.

Outro ponto importante é a criação de camadas de anti-corrupção que são barreiras entre um sistema legado e novas funcionalidades que não possuem condições de serem aplicadas sobre um design mal feito (porém foi o melhor que se pôde fazer na época).

Finalmente as “boas metas” são estabilizar o sistema legado corrigindo apenas aqueles 2 ou 3 pontos que estejam consumindo a maior parte do processamento e criar uma plataforma para que as novas idéias sejam aplicadas.

Eric Evans apresentando Strategic Design

Eric Evans apresentando Strategic Design

Às 14:15 foi a vez de Kevlin Henney mostrar “Cinco considerações para arquitetos de software” onde falou um pouco sobre como obter uma visão mais afastada do código e tentar entender sua clareza, além de mostrar diversos casos reais e sua opinião de como melhorá-los, como por exemplo o pacote java.util.* que abrange tudo o que não faz parte de outros pacotes.
Gostei muito da primeira frase de Ludwig Wittgenstein que diz: “a diferença entre um bom e um mau arquiteto é que o mau arquiteto sucumbe a cada tentação e o bom resiste a ela”.

Ludwig Wittgenstein

Ludwig Wittgenstein

O último palestrante do dia foi Gojko Adzic com a mensagem “mensageria não é só para bancos de investimento”. Ele quis dizer que a troca de mensagens parece algo muito complicado, de difícil implementação e com poucos casos práticos.

Citou dois casos práticos e muito comuns onde um serviço de mensagens é essencial e de fácil aplicação como o envio de um e-mail de confirmação após um registro em determinado site ou uma confirmação de compra. Com um processo assíncrono de mensageria você pode tentar enviar o e-mail mais tarde e torna seu código mais simples de ser testado. Além disso não restringe o processo de confirmação à um serviço externo como SMTP por exemplo. A primeira tem sucesso mesmo que a segunda não tenha. Outra grande vantagem é que é possível definir múltiplos observadores.

Ele ainda recomendou alguns serviços como ActiveMQ feito em Java, NServiceBus e AMQP que é uma tentativa de padronização dos serviços de mensagens.

Gojko Adzic

Gojko Adzic

Seu recente livro chamado “Bridging the communication gap” foi muito bem avaliado por Dan North e é uma boa indicação de leitura.

Gojko Adzic e Dan North após palestra

Gojko Adzic e Dan North após palestra

No final do dia houve uma espécie de jogo ou brincadeira onde participaram Jim Webber, Martin Fowler, Michael Nygard, Ian Robinson, Steve Vinoski, Ryan Slobojan e Dan North.

A platéia fazia uma pergunta e os membros do painel tinham apenas um minuto para respondê-la. Foram perguntas feitas para descontrair o pessoal no final do evento como “qual foi o pior código que você já escreveu?”.

Game Show: Its a Bullseye!

Game Show: It's a Bullseye!

Jim Webber apresentando o game show

Jim Webber apresentando o game show

Acho que deu pra perceber o quanto valeu a pena ter participado. Tentei resumir ao máximo as idéias principais de cada palestra. Lembrando que é possível fazer o download dos slides da maioria delas.

Quem quiser mais informações sobre algum dos temas aqui expostos ou tiver comentários favor entrar em contato.

Abraço!

QCon Londres 2009: palestras da quinta-feira

26 Março, 2009 by Luiz Faias Jr

No segundo dia de conferência pulei o keynote do Dion Hinchcliffe pois já havia participado do tutorial. Para quem quiser ver o vídeo no InfoQ quando estiver disponível o tema era “Transforming Software Architecture with Web as Platform”.

Às 10:30 houve a apresentação da trilha “Padrões organizacionais ágeis” com Linda Rising. Ela mesmo deu a primeira palestra falando um pouco sobre como mudamos nossos hábitos depois da invenção do relógio e da descoberta do chá e do café. Foi uma apresentação excelente sobre os problemas que a cafeína (a droga mais popular do mundo) traz aos seres humanos desde bebês. Você acha certo a Coca-cola fazer parte da alimentação de uma criança desde a mamadeira? É algo para se pensar.

Um dos fatos que mais chama a atenção neste tipo de pesquisa é que todos os pesquisadores param de consumir cafeína. Será que tem algo de errado?

Linda Rising durante palestra

Linda Rising durante palestra

O Dairton Bassi, que está há 2 meses de férias na Europa, foi o voluntário desta trilha. Que vida boa =)

Dairton Bassi e Linda Rising

Dairton Bassi e Linda Rising

Às 13:00 Guido Schoonheim, da empresa Xebia apresentou “Desenvolvimento ágil distribuído feito da maneira correta usando Scrum” contando o caso da empresa onde trabalha, que possui desenvolvedores em vários países.
No início do projeto todos os membros da equipe se reuniram pessoalmente por 2 à 3 iterações e assim criaram relacionamentos e começaram a compreender seus hábitos e entender melhor a cultura do outro país. Isto fez com que houvesse melhor comprometimento quando cada um voltou para sua cidade, porém ainda trabalhando juntos para entregar o software.

Outro ponto essencial foi a utilização de vídeo-conferência na reunião entre os grupos para que se compreendesse a linguagem corporal além do áudio.

As maiores dificuldades são a comunicação extra necessária no começo e a diferença de culturas entre países como Holanda e Índia por exemplo.

(esqueci de tirar a foto do palestrante)

Às 14:15 Graeme Rocher da SpringSource apresentou “Groovy e Grails a fundo” com a demonstração de alguns plugins que facilitam o desenvolvimento como a geração de autenticação e login (já integrados com o spring secutiry) com apenas um comando.

Graeme Rocher palestrando sobre Grails

Graeme Rocher palestrando sobre Grails

Às 15:45 o famoso Rod Johnson iniciou sua apresentação com o título “Spring today and tomorrow” falando sobre algumas funcionalidades presentes na versão 2.5 do framework como a anotação @Autowired. Também falou sobre as novidades na versão 3.0 como o “Spring EL Parser” e a possibilidade de se trabalhar com REST com a anotação @PathVariable. Outro grande diferencial é uma DSL para configuração do framework em classe Java ao invés de XML. O milestone M3 sairá até o final de março e a versão final será liberada em junho deste ano.

O carequinha ainda mostrou as estatísticas onde 83% dos commits no projeto Tomcat são feitos pela SpringSource, além de 96% das correções de bugs. Eles inclusive lançaram sua própria versão do projeto chamada de “tc server”, que pode ser adquirida com suporte 24×7 visando disseminar o uso do servidor Tomcat em empresas.

Rod Johnson palestrando sobre futuro do Spring

Rod Johnson palestrando sobre futuro do Spring

A última sessão do dia foi apresentada por Brian Oliver da Oracle com o título “Data Grid Design Patterns”, que na verdade foi mais uma demonstração das tecnologias de clustering e cache do Oracle Coherence.

Brian Oliver palestrando sobre Oracle Coherence

Brian Oliver palestrando sobre Oracle Coherence

À noite ocorreu o evento gratuito “Cloud Camp” no auditório principal cedido pela QCon. Várias lightning talks de 5 minutos aconteceram e depois houve pizza e cerveja para os participantes. Infelizmente não pude ficar.

Apresentação do evento CloudCamp

Apresentação do evento CloudCamp

QCon Londres 2009: palestras da quarta-feira

20 Março, 2009 by Luiz Faias Jr

O primeiro dia de conferência teve início na quarta-feira com a apresentação de Floyd Marinescu, criador do InfoQ e o primeiro keynote com o senhor Tony Hoare falando sobre “A ciência da computação e a engenharia de software”. Infelizmente só consegui assistir aos últimos 5 minutos pois estava trabalhando no registro das pessoas que chegavam no evento. Mas pelo que percebi é um conteúdo que vale a pena ser visto quando o vídeo for disponibilizado no portal InfoQ internacional.

Às 10:30 deu-se início às palestras em cada uma das salas. Fui para trilha de desenvolvimento ágil apresentada por Steve Freeman.

Steve Freeman foi o trackhost de agile

Steve Freeman foi o trackhost de agile

O primeiro palestrante foi Keith Braithwaite, da empresa suíça Zülke com o título “Adotar agile é mais díficil do que você gostaria mas mais fâcil do que você pensa”. O “fortinho” disse que “para ser melhor” não é uma meta quando se pergunta porque implantar uma metodologia ágil. Você deve saber claramente o que deseja alcançar, como:

  • reduzir a taxa de defeitos em n%
  • melhorar a satisfação do cliente/usuário
  • melhorar a assertividade do planejamento

Outros pontos importantes na transição para agile foram:

  • é mais vantajoso ter desenvolvedores consistentes do que “rock stars” com altos e baixos na produtividade
  • alguns gerentes ficam perdidos pois não fazem mais a designação de tarefas pelos próximos 6 meses
  • as pessoas em volta do time vão ficar nervosas porque vai haver muita conversa (barulho) durante o trabalho, além de parecer que eles não estão de fato trabalhando pois estão se divertindo, e tudo vai parecer bagunçado pois haverão coisas penduradas nas paredes
  • o fato da equipe realmente entregar algo de valor pode chocar o resto da organização e causar conflitos

indicações de que você está no caminho certo:

  • alta satisfação dos usuários/clientes e dos desenvolvedores
  • visibilidade completa do status do projeto
  • estimativas batem com o realizado (você praticamente não precisa mais estimar)
  • a qualidade se mantém por um longo período de tempo
Keith Braithwaite

Keith Braithwaite

Às 13:00 participei da apresentação do gigante russo Aleksandar Seovic sobre “Performance com o Oracle Coherence” que não me agradou muito. Porém ele citou alguns detalhes do Java como a utilização de putAll() em um Map ao invés de put() quando você não precisa do valor anterior.

Aleksandar Seovic durante sua palestra

Aleksandar Seovic durante sua palestra

Às 14:15 o criador do projeto soocial.com, Stefan Fountain, falou um pouco sobre a migração de seus serviços para a nuvem da amazon web services (EC2) citando alguns pontos para melhoria de performance como sharding. Além disso explicou como funciona o processo de comoditização citando a energia elétrica, quando no princípio cada um gerava sua própria energia. Em seguida alguns fornecedores começaram a terceirizar o serviço e, por fim, tornou-se uma malha nacional que se tornou “invisível” pois passamos a não ligar mais para aquilo pois é algo que deveria estar sempre disponível. Ele então comparou isto à despreocupação com hardware quando você utiliza um serviço de cloud computing.

Apresentação sobre cloud computing

Apresentação sobre cloud computing

Às 15:45 Geir Magnusson apresentou alternativas para bancos de dados relacionais como o Google’s Big Table e o Amazon’s Dynamo. Também apresentou seu projeto MongoDB para armazenamento de documentos com uma sintaxe de querys semelhante ao JSON. No final comentou sobre o projeto CouchDB da Apache que tem ganho muito espaço entre os desenvolvedores Rails. Foi contruído em Erlang e possui API baseada em REST.

Geir Magnusson em sua palestra

Geir Magnusson em sua palestra

Às 17:15 participei de “Javascript in the Enterprise” com Attila Szegedi falando sobre os benefícios de rodar javascript no lado server e como se desenvolver código de qualidade utilizando namespaces, campos privados, JSdoc e modularização. Recomendou a leitura do livro “Pro Javascript Techniques” de John Resig.

Attila Szegedi em sua palestra

Attila Szegedi em sua palestra

Às 18:45 houve o keynote nada técnico com Martin Fowler e Zack Exley da ThoughtWorks falando sobre a tecnologia aplicada na campanha de Barack Obama. Explicou alguns conceitos que fizeram com que ele fosse eleito como o uso do youtube para divulgar suas mensagens e a criação do site “myBarackObama.com” que permitiu que voluntários organizassem discussões em seus bairros e reportassem diretamente aos diretores da campanha. Martin valorizou esta iniciativa elogiando um software que faz diferença na vida das pessoas ao invés da criação de softwares para deixarem alguma empresa mais rica.

Martin Fowler e Zack Exley

Martin Fowler e Zack Exley

Para fechar este dia cheio houve uma festa com tudo pago pela QCon no “The Old Star Pub” com a presença de muitos palestrantes. O pub não era tão grande assim mas comportou uns 200 geeks falando sobre tecnologia e enchendo a cara. A foto abaixo mostra alguns brasileiros do evento (Daniel e André do UOL à esquerda, Leonardo Borges abaixo (que mora na Espanha) e o Manuel Carrasco à direita.

Brasileiros no Old Star Pub

Brasileiros no Old Star Pub

QCon Londres 2009: outros tutoriais

18 Março, 2009 by Luiz Faias Jr

Na segunda-feira à tarde participei de um tutorial sobre Domain-Driven Design (DDD) com Peter Backlund e Patrik Fredriksson da empresa Citerus.

Eles apresentaram muito bem os conceitos sem ficarem nervosos pelo fato do criador do conceito, Eric Evans, estar assistindo.

Eric Evans assistindo ao tutorial

Eric Evans assistindo ao tutorial

Explicaram que um modelo é uma versão menor de algo (por exemplo um mapa mundi), que entidades são mutáveis e que possuem um ciclo de vida interessante no projeto. Também explicaram o conceito de “value objects”, que são imutáveis, e seu valor representa o que eles são. Finalmente introduziram os conceitos de serviços e repositórios (de acordo com o livro sobre DDD).

Após o break o Peter fez uma demonstração de um projeto que ensina os conceitos de DDD na prática e que está disponível em seu site. Vale a pena dar uma estudada.

Ah! Faltou comentar que durante a apresentação alguns sinos começaram a tocar e ficaram durante mais ou menos meia hora. Isso atrapalhou um pouco a concentração do palestrante e da platéia. O que era? A rainha estava vindo para a abadia de Westminster (ou igreja, ou catedral, é tudo a mesma coisa) que fica bem em frente ao centro de convenções. Segue uma foto da velhinha antes de entrar em seu Bentley e cumprimentando o bispo (ou padre, ou papa, é tudo a mesma coisa).

A rainha Elizabeth saindo da abadia de Westminster

A rainha Elizabeth saindo da abadia de Westminster

Na terça-feira foi a vez de Dion Hinchcliffe explicar o que é WOA – Web Oriented Architecture. Para tal ele explicou o que é o protocolo HTTP, o que são webservices através de SOAP e REST, o que é um feed, etc… ou seja, conceitos que todo mundo já está cansado de saber… então foi um pouco cansativo.

Dion durante o tutorial sobre WOA

Dion durante o tutorial sobre WOA

De acordo com seu entendimento os programadores têm criado mashups entre serviços disponíveis na web como flickr, google maps, twitter e disponibilizado tais serviços através de cloud computing como o Amazon EC2, ou seja, a cada dia são construídos novos produtos nas costas de gigantes. Estas aplicações foram batizadas como “2.0 Apps”.

Uma das teorias que achei interessante foi: quanto maior é a especificação de um padrão maior é a chance dele não ser utilizado. Para comprovar isto ele citou o exemplo do padrão RSS, que possui apenas 3 páginas e pode ser assimilado em apenas 15 minutos e todos sabemos como é amplamente aplicado.

QCon Londres 2009: Tutorial sobre retrospectivas

17 Março, 2009 by Luiz Faias Jr

Linda Rising durante o tutorial "Retrospectivas"

Meu primeiro tutorial aconteceu na segunda-feira de manhã com a simpática e carismática Linda Rising e o tema era “Project Retrospectives”.

Tive a impressão que todos saíram muito satisfeitos. É impressionante como ela consegue animar os participantes e administrar o tempo de apresentação.

Aprendi muito com os conceitos de retrospectivas apresentados através de alguns exemplos exibidos e de uma “dinâmica” com cartões onde a equipe escreve anonimamente coisas que gostou (cor azul), que foram surpresas (cor amarela), que foram desafiadoras (cor verde) ou que foram ruins (cor vermelha) durante um sprint.

Jogo dos cartões durante uma retrospectiva

Um bom exemplo é uma das pessoas escrever em um cartão vermelho que sua produtividade não foi tão boa pois estava enfrentando algum problema familiar como um divórcio por exemplo, e os outros membros do time não estavam nem sabendo que aquela pessoa estava passando por esta dificuldade.

Outro conceito essencial é que o resultado de uma retrospectiva deve ser uma lista com no máximo três ações que devem ser tomadas para que haja alguma melhoria na próxima iteração e isto é algo que surgiu naturalmente nas nossas últimas reuniões por aqui.

Ela também sugeriu que nunca se cite nomes durante a discussão de um problema pois desta forma não estamos criticando alguém ou procurando um culpado. Estamos na verdade lidando com um fato pelo lado profissional ao invés de pessoal. Porém devemos sempre lembrar de  fazer elogios citando o nome da pessoa que realizou algo benéfico para o time.

Além disso nos passou um pouco de sua primeira experiência com retrospectivas que ocorreu com um grupo de 80 pessoas. Neste dia os participantes votaram em numeração de 1 à 4 se estavam à vontade para falar. Caso não estivessem (número 1) eles poderiam informar o que estava acontecendo para que não tivessem segurança em expressar sua opinião. Geralmente o que se lia era “quero que o gerente de projetos saia da sala”. O mesmo deveria se retirar e a reunião prosseguia com maior naturalidade.

Normalmente algo que atrapalha a melhoria contínua é o fato das pessoas esquecerem o que ocorreu durante aquela iteração. Uma solução interessante é permitir que a equipe exiba em algum local de boa visibilidade (parede) os fatos que acabaram de acontecer e prejudicaram o andamento de uma tarefa. Assim o facilitador (scrum master) pode tomar uma atitude imediata ou pode ao menos conduzir melhor a próxima reunião.

Para finalizar ela citou os livros de onde extraiu boa parte das informações, como “Project Retrospectives de Norm Kerth” e “Agile Retrospectives de Esther Derby e Diana Larsen”.

QCon Londres 2009: resumo do evento

16 Março, 2009 by Luiz Faias Jr

Stands para registro na entrada do evento

Não há maneira melhor de retornar com os posts aqui no blog do que falar sobre o evento em que acabamos de participar. A primeira QCon do ano aconteceu do dia 09/03 ao dia 13/03 no Queen Elizabeth II Conference Center em Londres, Inglaterra.

Junior e Ricardo na QCon

O Ricardo Almeida (camiseta vermelha da Bluesoft) ganhou um convite por ser um dos editores líderes do portal InfoQ Brasil, mas eu participei como voluntário (camiseta preta de um patrocinador).

É bem simples para se inscrever. Você faz o cadastro no site do evento e pronto! Não há um processo de seleção pois são poucas pessoas que se candidatam a este trabalho. É claro que para quem mora no Brasil existem diversos custos como passagem aérea e hospedagem, mas pra quem mora lá é uma grande vantagem.

Reunião com os voluntários

Basicamente é necessário comparecer um dia antes da conferência para preparar os crachás e as mochilas que são entregues na chegada dos participantes. Também é preciso estar presente uma hora antes do início de cada dia para alterar a sinalização das palestras em cada uma das salas. Além disso você deve escolher uma trilha (track) para auxiliar naquela sala contando quantas pessoas entraram, quantas saíram durante a palestra e pra contar os votos (explico mais pra frente o que é isso).

Imagine como é participar de palestras das pessoas mais influentes da área de desenvolvimento de software como Eric Evans, Martin Fowler, Ian Robinson, Linda Rising, Rod Johnson, Michael Nygard, Joe Armstrong, Michael Feathers e muitos outros.

Junior e Linda Rising

Vou falar um pouco aqui da organização do evento e nos próximos posts entro em mais detalhes técnicos de cada um dos tutoriais e das palestras.

Nos dois primeiros dias acontecem os tutoriais, que são pequenos workshops de 3 horas cada um (um no período da manhã e outro à tarde). Nestes dois dias havia no máximo umas 50 pessoas participando. Porém na conferência (que acontece nos 3 últimos dias) havia mais de 400 participantes.

Uma grande vantagem é o fato de todos os coffee breaks e o almoço (por sinal excelentes) acontecerem dentro do próprio local do evento e estarem todos inclusos no valor da entrada. Assim não é necessário ficar procurando um lugar para comer, como acontece em eventos daqui (exceto o Rails Summit).

O serviço de wi-fi é gratuito, portanto todo o conteúdo interessante das palestras é imediatamente twittado. Um fato curioso é que uns 80% dos palestrantes e espectadores possui um macBook (e uns 95% tem o iPhone – impressionante).

Navegando durante uma palestra

Duas coisas me chamaram muito a atenção em relação à organização: a primeira é o fato de haver uma pausa de, no mínimo, 15 minutos entre as palestras e neste intervalo ocorrem coffee breaks na área de exposição. Assim é possível conversar com a galera e dar uma passeada pelos stands dos patrocinadores, como a Microsoft, que estava fazendo uma demonstração do Surface.

Demonstração do Microsoft Surface

A segunda idéia legal é um sistema de votos ao invés de preencher aqueles formulários chatos cheios de perguntas pra cada palestra. Na saída o pessoal pega um cartão verde, amarelo ou vermelho e deposita em uma caixa para indicar se gostou do conteúdo e/ou do palestrante (verde), se não faz muita diferença (amarelo) ou se odiou (vermelho).

Cartões para votação após a palestra

Foi uma excelente oportunidade e muito bem aproveitada. Espero conseguir participar mais vezes, ou quem sabe trazer este evento para o Brasil, pois sem dúvida traria grande benefício para os programadores, arquitetos, gerentes de projetos e todos aqueles envolvidos com o desenvolvimento de software no país.